II. Revelação

Revelação e Razão

Uma definição clássica de revelação pode ser encontrada nas primeiras páginas da Summa Theologica de Tomás de Aquino. 1 Ele afirma que para nossa salvação, é necessário ter conhecimento revelado por Deus, além do conhecimento construído sobre a razão humana. Embora o homem esteja naturalmente direcionado para Deus, ele precisa de revelação porque Deus está além do alcance da razão. Embora algumas verdades sobre Deus possam ser descobertas apenas pela razão, mesmo assim a revelação serve para um propósito útil. Somente algumas pessoas têm o tempo ou a capacidade para alcançar o conhecimento de Deus pela razão. Isto exigiria muito tempo, e suas conclusões poderiam estar misturadas com erros humanos. Assim, a doutrina sagrada não deriva seus princípios de qualquer conhecimento humano, mas a partir da verdade divina. Sendo que a teologia está baseada na revelação, qualquer coisa que seja encontrada em outras ciências contrárias à verdade desta ciência sagrada deve ser condenada como falsa, declarou São Tomás.

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O Caso para Nova Revelação

Os cristãos deveriam procurar uma nova revelação que vai além da Bíblia? Deus já falou Sua palavra final? Ou uma mensagem divina especial é necessária para nossa situação atual? Essas questões eram raramente feitas por cristãos mais antigos porque eles estavam satisfeitos com a antiga revelação bíblica. Se houvesse quaisquer novas experiências revelatórias da presença e propósito de Deus, elas eram interpretadas dentro do contexto da religião tradicional. Por exemplo, os encontros diretos com o sobrenatural experimentados por Francisco de Assis, Ignácio de Loyola, Blaise Pascal e Bernadette de Lourdes foram incorporados dentro da estrutura ideológica da comunidade cristã estabelecida. Entretanto, em alguns casos, as alegadas revelações foram rejeitadas pela igreja em geral, implicando na formação de novos grupos: isto é, com George Fox, Emanuel Swedenborg, Joseph Smith, Mary Baker Eddy, Helena Blavatsky. 13 Em anos recentes, muitos adquiriram maior entendimento dessas chamadas seitas cismáticas, e as encaram como uma reafirmação necessária dos aspectos negligenciados de nossa fé em Deus. Em geral, deve-se admitir que o Catolicismo se revelou mais aberto a novas revelações do que as igrejas Protestantes, possivelmente por causa da insistência da reforma sobre a autossuficiência da revelação bíblica.

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Sun Myung Moon e Revelação

A reivindicação do Reverendo Sun Myung Moon de ter recebido nova revelação despertou uma considerável controvérsia. O que queremos dizer com nova revelação? Como ela está relacionada com a revelação recebida da tradição judaico-cristã? O Princípio Divino do Reverendo Moon representa uma intepretação da Bíblia, um acréscimo a ela, ou uma ruptura radical da Escritura cristã?

Para responder estas questões, devemos reexaminar exemplos específicos do Velho Testamento e Novo Testamento de experiências revelatórias. A partir de um estudo da Bíblia, aprendemos que encontros com o sobrenatural assumem várias formas: visões, sonhos proféticos, falar em línguas, curas pela fé, eventos milagrosos. Em seguida descobrimos que estes eventos parapsicológicos servem a mais de um propósito. Alguns – como o chamado de Abraão para deixar sua casa, a visão de Moisés da sarça ardente e a experiência batismal de Jesus – são eventos cruciais no plano central de Deus de redenção. Outros são menos importantes em comparação, tendo simplesmente significado individual ao invés de ser indispensável para a restauração da humanidade. Assim, os cristãos não colocariam no mesmo nível a experiência do Pentecostes da igreja apostólica e uma aparição da Virgem Maria em Fátima ou a visão de São Francisco que o transformou de uma vida de soldado para a vida de um frade mendicante.

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