III.Princípio de Criação

A Realidade e Natureza de Deus

A teologia da Unificação afirma que Deus tem ambas as qualidades masculina e feminina baseado no fato universal da polaridade e no registro bíblico (Gen. 1:27). Esta crença faz o Princípio Divino muito diferente da maioria das interpretações convencionais da fé cristã. A teologia da Unificação começa com o fato da polaridade como a principal pista para o entendimento da natureza essencial de Deus. Por isso, ela não está primariamente interessada em defender a doutrina trinitária das crenças do século IV. Nem se assemelha ao Protestantismo liberal comum que simplesmente afirma a Paternidade de Deus, a irmandade do homem e a liderança de Jesus.

No século XIX, a crença no Deus Pai-Mãe suscitou uma grande quantia de críticas. Quando Ann Lee, a fundadora dos Shakers, e Mary Baker Eddy, a descobridora da Ciência Cristã, ensinavam que Deus tinha ambas as qualidades masculina e feminina, elas eram frequentemente denunciadas como hereges. Entretanto, desde o nascimento do movimento de liberação das mulheres, o clima intelectual mudou bastante. Muitas pessoas agora reconhecem a natureza restritiva de um conceito exclusivamente masculino da deidade. Como insiste a teóloga Mary Daly, o teísmo moderno deve ir Além do Deus Pai. Possivelmente a ênfase contemporânea sobre os valores únicos da “mística feminina” nos ajudará a apreciarmos a polaridade na Divindade.

Mas que evidência há para esta ideia? Que motivos existem para abandonar a visão Cristã Tradicional que Deus é masculino ou a noção muito comum que Deus transcende masculinidade e feminilidade. 2

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A Parceria de Deus e o Homem

Na Bíblia, o processo dar e receber é ilustrado pela noção de uma aliança divino-humano. Deus fez alianças com Noé, Abraão e Moisés. Os cristãos descrevem seus escritos sagrados como o Novo Testamento, a nova aliança, em oposição à velha aliança de Deus com os filhos de Israel. A ideia de uma aliança é uma das doutrinas essenciais das Escrituras. 34

O que significa ratificar a aliança? Uma aliança é frequentemente um acordo político ou militar entre duas nações. Cada lado aceita determinadas tarefas em troca pela promessa de determinados benefícios. Assim, quando esta “aliança” do mundo secular foi aplicada à religião, ela se referia ao relacionamento dar e receber entre o homem e Deus. Cada parte concordava em aceitar algumas responsabilidades definidas pelo benefício de receber algumas vantagens específicas.

Durante a Reforma Protestante, a importância da noção da aliança foi redescoberta. 35 Assim, no século XVII os Puritanos formularam a teologia da aliança que enfatizava o princípio dar e receber. Estes Calvinistas sugeriram que há quatro níveis de reciprocidade.

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Significado da Família

No século XX, doutrinas Protestantes sobre o homem têm enfatizado o relacionamento e responsabilidade humana. Um indivíduo se torna uma pessoa madura através de suas conexões com os outros. Ninguém pode realmente existir por si mesmo ou para si mesmo. Os homens são criaturas sociais. Eles nascem em uma sociedade, e são moldados por seu grupo. A teologia do processo e a teologia da libertação enfatizam esta dimensão social do homem. Ambas se opõem a uma interpretação puramente individualista da natureza humana. Quem somos e o que fazemos depende do nosso envolvimento na vida e das atividades em grupo.

A neo-ortodoxia enfatiza a natureza responsável do homem. Temos obrigações para com os outros e ainda mais significantemente com Deus. Quando Bonhoeffer estava na prisão esperando a execução por suas atividades antinazistas, ele compôs um poema sobre a doutrina cristã do homem. “Quem eu sou?” ele perguntou. Ele era o alegado criminoso que permaneceu firme a despeito do confinamento? Ele era aquele que “conversava livremente” com seus captores, como seus carcereiros pensavam? Ou ele era uma pessoa inquieta, irritada e cansada que ele pensava ser? Em última análise, nenhuma destas coisas. Mais do que qualquer outra coisa, ele pertencia a Deus. “Quem quer que eu seja, eu sou teu, Ó Deus,” ele confessou. 40 Um cristão reconhece que ele deve lealdade a Deus. Sendo que Deus criou o homem, o homem é moralmente obrigado a servi-Lo.

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Vivendo em Dois Mundos

Todas as religiões ensinam que o homem é um habitante de dois mundos. Além do mundo visível aberto aos nossos sentidos físicos, existe uma realidade espiritual. Este mundo não terrestre pode ser sentido e percebido, o que significa que ele é tão real e importante quanto a realidade da experiência sensorial comum. 51 Como muitos estudos objetivos têm demonstrado, a existência desta dimensão espiritual pode ser demonstrada a partir de evidências parapsicológicas, as quais parecem indicar uma interação regular entre os mundos físico e extra-sensorial. Por esta razão o Princípio Divino compara esse relacionamento com a polaridade de mente e corpo. 52 Se a mente é projetada para direcionar e controlar o corpo, o mundo espiritual está destinado a utilizar o mundo físico para alcançar seus mais elevados objetivos. Como o homem não pode realizar suas plenas potencialidades sem se unir com Deus, o mundo visível não pode realizar seu verdadeiro valor a menos que ele forme um relacionamento contínuo positivo com o mundo espiritual.

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