IV.Pecado Original

Diversas Interpretações de Pecado

Para entendermos a doutrina cristã de pecado é importante olharmos para seu desenvolvimento histórico. Três definições clássicas de pecado foram produzidas na tradição judaico-cristã. Primeiro, pecado era interpretado como uma violação consciente das leis reveladas de Deus. Os homens pecam quando desobedecem aos mandamentos de Deus dados para Moisés, ou a nova Lei proclamada por Jesus. Segundo, o pecado tem sido explicado por Paulo e Agostinho como a natureza decaída comum do homem. Pecamos porque somos filhos concupiscentes de Adão e Eva rebeldes. Terceiro, durante a Reforma, pecado foi definido como um portão de infidelidade na medida em que carecemos de confiança em Deus.

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Visões Modernas da Queda

Tradicionalmente, a doutrina cristã do homem decaído tem sido conectada com a história do Gênesis de Adão e Eva. Entretanto, a confiabilidade histórica do relato da Queda tem sido cada vez mais questionada. Aqueles que negam a validade da narrativa do Éden fazem isto por duas razões. Por um lado, é difícil conciliar o relato de Adão e Eva com as teorias científicas modernas. Por outro lado, estudiosos bíblicos tendem a lançar dúvidas sobre o relato do Gênesis ao interpretá-lo à luz das antigas lendas babilônicas e canaanitas. 2

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O Ensinamento do Novo Testamento Sobre Pecado

A. Nos Evangelhos Sinópticos:

Em Marcos, Mateus, Lucas e Atos, pecado se refere à fonte das más ações ao invés de atos específicos. Os homens são uma ninhada de serpentes venenosas cujos corações estão cheios com o mal (Mateus 12:34). Marcos 7:21 lista doze males (começando com fornicação) que se originam no coração e tornam o homem imundo. Pecado implica o domínio de Satanás sobre o homem. Os Pergaminhos do Mar Morto ensinam que os homens estão sujeitos às regras de Belial, e os Sinóticos interpretam a missão de Jesus como uma confrontação com o poder de Satanás. Pedro descreve o ministério de Jesus como “fazer o bem e curar todos aqueles que tinham caído sob o poder do diabo...” (Atos 10:38). Paulo pregou para os gentios para que eles pudessem se converter “do domínio de Satanás para Deus, e receber... uma parte da herança dos santificados…” (Atos 26:18).

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Agostinho sobre Pecado Original

Santo Agostinho assumiu as referências de Paulo sobre pecado, as desenvolveu e sistematizou. Assim, ele é frequentemente elogiado ou culpado como o pai do conceito de pecado original. Sua teologia moral foi grandemente influenciada por suas controvérsias com dois grupos rivais, os Pelagianos e os seguidores de Mani. Os seguidores de Pelágio ensinavam que Deus criou o homem bom; e que se caímos, fizemos isso por causa de nossos pecados pessoais. Crianças nascem sem pecado, e como Adão, elas caem deste estado original de inocência por causa de seus atos voluntários de maldade. Portanto, não há nenhum pecado original que corrompeu a natureza humana e nenhum pecado que seja herdado de nossos pais.

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