IV.Pecado Original

A Realidade de Satanás

Tradicionalmente, teólogos cristãos têm utilizado o conceito de Satanás para explicar a Queda do homem. Entretanto, desde a Era da Razão, mais e mais cristãos têm tentado descrever o pecado original e a natureza decaída da humanidade sem referência ao trabalho de um poder demoníaco pessoal. Por exemplo, Satanás não desempenha quase nenhum papel nas teologias de Schleiermacher, Ritschl, Barth, Brunner, Tillich, Reinhold Niebuhr, Teilhard de Chardin ou dos teólogos modernos. Uma notável exceção é encontrada no pensamento do teólogo alemão contemporâneo Helmut Thielicke. 14

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Teologia da Unificação sobre a Queda

O Gênesis descreve o estado ideal do homem como um tempo de inocência despreocupada, paz, harmonia e alegria. Este estado original de Adão e Eva era derivado de sua íntima amizade com Javé. Para indicar quão agradável era a condição humana primitiva, o autor bíblico comparou a situação do homem com a vida em um parque privado reservado para o relaxamento dos imperadores da Pérsia, ou seja, o jardim do Éden era um paraíso feito por Deus para o relaxamento e satisfação Dele mesmo e Seus convidados reais. Então o homem foi criado e colocado no próprio parque privado de Deus como um sinal da posição especial do homem. Como o rei dos reis persas permitiam somente que seus cortesãos favoritos passeassem por seus magníficos jardins imperiais, assim Adão e Eva receberam o raro privilégio de desfrutar do próprio parque privado de Deus. O que o cronista Javenista estava indicando é a vasta diferença entre o estado original do homem e sua atual condição. Utilizando imagens familiares, ele contrastou a facilidade, beleza e deleite da vida de um nobre do Oriente Médio com a existência dura e problemática de um típico camponês beduíno. Essa, o Gênesis afirma, é a diferença entre a vida do homem antes e depois da Queda. 15

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