Neoliberalismo

O neoliberalismo praticado em vários países incluindo o “Brazil,” mascarado e disfarçado de social democracia, defende a salvação da moeda e ignora na prática o aspecto realmente social.

Com isto, surge de forma crescente uma nova classe social – e desaparecem várias outras – os imergentes, ou seja os novos pobres.

Os novos pobres são professores aposentados, empresários falidos, jovens recém-formados, os “velhos” entre 30 e 50 anos de idade renegados no mercado de trabalho, as mulheres “sem qualificação profissional” que em geral, possuem nível cultural e educacional médio ou superior.

Essa nova “pobreza social” provoca angústia e depressão, corrói valores familiares, subverte relações afetivas e de amizade, induz à expectativa de salvação por meio de jogos, bingos, bênçãos e outras “soluções milagrosas.”

Nesse neoliberalismo, as leis que regem as relações dos “senhores feudais” não são as mesmas que regem as vidas dos “vassalos.”

Enquanto os proprietários dos “feudos” dispõem de todos os recursos públicos em defesa dos interesses de poucos privilegiados sob a forma medieval de “commendatio,” os “vassalos” terão que arcar com os prejuízos sociais das contas mal gerenciadas e redobrar seus esforços para reduzir a velocidade de sua decadência social.

A reforma tributária, e as comissões parlamentares de inquérito que evocam status de concílios eclesiásticos, impõem à população a “crença” nos índices de mercado, a esperança nas promessas de consumo e redução da corrupção, o amor descarado ao próprio bem-estar e a “fé” na expurgação dos demônios da administração pública. Esse é um discurso antigo, temos ouvido isso por várias décadas.

Esse neoliberalismo é intolerante com quem não crê em seus propósitos e métodos, sataniza a oposição e evoca a si o dogma de único portador da verdade.

Os recursos do orçamento do “feudo” são remanejados dos “objetivos sociais” para suprir os “furos” dos investimentos mal dimensionados, quase sempre de forma intencional. Seria fantástico se as regras do “economês” vigente dos “senhores feudais” pudessem se aplicar à vida cotidiana da população.

O conceito de “social democracia” é sedutor, e atrai certos oradores em seus discursos, mas a prática revela que essa opção pelo social e pelo coletivo, só dão lucro em períodos eleitoreiros.

Atualmente falar sobre responsabilidade social e ambiental de qualquer administração de qualquer organização pública ou privada no Brasil, é tão esotérico quanto tratar de ufologia, astrologia e literaturas de auto-ajuda.

Quando se organiza um plano administrativo-econômico, este somente terá alguma validade se tiver como objetivo central, atender de forma real e concreta, e não meramente teórica, os interesses coletivos da sociedade. Isso se aplica a todas as esferas e instituições que constituem a organização social.

Esta é a verdadeira finalidade da administração pública, caso contrário, a expressão “homem público” se torna um engodo e uma falácia. Não precisamos nem explicar o conceito e significado das palavras público e privado, apenas precisamos praticá-las dentro dos contextos a que pertencem, certo?

Marcos Antonio Alonso é paulista, casado, 55 anos, formado em Administração de Empresas pela Fundação de Estudos Sociais do Paraná, MBA em Marketing for Business Advancement pela Universidade Federal do Paraná, MBA em Negócios Financeiros pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, possui Metodologia do Ensino Superior pela Universidade Federal do Paraná e é formado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Unificação.

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