Teologia da Unificação

Embora o Rev. Sun Myung Moon não seja um teólogo no sentido técnico, ele afirma esclarecer as ambiguidades na mensagem cristã tradicional e aponta graves erros na teologia tradicional. Como um profeta bíblico, ele proclama uma mensagem especial de Deus para o nosso tempo.

Conteúdos

Publico o índice do livro a fim de permitir uma visão abrangente do conteúdo que será disponibilizado nesse espaço. Para verificar, basta clicar em “leia mais”. Cada um dos itens deste conteúdo será publicado no formato de um post para que possa ser lido e acompanhado como uma série de estudo em fascículos.

Prefácio

Cada tópico na teologia cristã tradicional é um tema de debate acalorado. Teólogos Protestantes e Católicos discordam sobre a onipotência de Deus, a encarnação e ressurreição de Jesus Cristo, a autoridade da Bíblia, a própria missão da Igreja, o objetivo da história e a natureza da vida após a morte.

O Patrimônio Religioso Coreano

A religião nativa da Coreia, como da maioria das antigas culturas, era uma forma de xamanismo. Esta fé original nunca desapareceu completamente e ainda exerce considerável influência. Antigos coreanos acreditavam em uma variedade de espíritos sobrenaturais, bons e maus.

Cristianismo Coreano

Quando os seguidores do Patriarca Nestorius de Constantinopla foram excomungados pelos concílios ecumênicos do século V, eles fugiram para o leste, estabelecendo igrejas que prosperaram por muitos séculos no Iraque, Irã, Índia e China. No ano 1000, missionários Nestorianos ainda estavam trabalhando na Manchuria e Coreia.

Sun Myung Moon

Quando tinha doze anos de idade, ele ia para um lugar tranquilo no bosque para orar. Um dia depois que ele tinha orado, parecia como se as árvores, arbustos e grama começaram a falar: “Ninguém cuida de nós. Nos sentimos abandonados pela humanidade.” Compreendendo que a natureza gritava para ser amada.”

Revelação e Razão

A definição de revelação de Aquino é importante porque formula de forma concisa os vários elementos nesta doutrina. Ela distingue entre verdades da razão e verdades da fé, demonstra o valor prático de revelação como também sua necessidade lógica, e relaciona a realidade da razão e da fé fazendo uma mais elevada do que a outra.

O Caso para Nova Revelação

A Bíblia não sustenta que ela seja a revelação final, embora muitos teólogos tenham pensado que ela fosse. Para entender o que as Escrituras realmente ensinam, os cristãos deveriam primeiramente olhar para o Velho Testamento.

Sun Myung Moon e Revelação

Especialmente importante, de acordo com a Bíblia, foram as ocasiões quando Deus falou com Abraão, Moisés, Samuel, Jesus e Paulo. Para utilizar a classificação de um teólogo contemporâneo, estas poderiam ser chamadas “revelações primordiais.” 

A Realidade e Natureza de Deus

Como uma pessoa pode conhecer Deus? Ele se revela de duas formas: através da natureza como um todo e através do homem. Algumas das grandes religiões do mundo são crenças baseadas em uma consciência e apreciação da natureza.

Parceria de Deus e o Homem

A teologia da Unificação reivindica que depois que Deus criou Adão e Eva, Ele deu a eles três bênçãos: 1) ser frutífero, 2) multiplicar e encher a terra, 3) subjugar a terra e ter domínio sobre toda a criação (Gen. 1:28). Esta bênção tríplice significa o propósito original e contínuo de Deus para a humanidade.

Significado da Família

A teologia da Unificação leva em conta o relacionamento e a responsabilidade do homem utilizando a família como um modelo. Para o  Princípio Divino a família centrada em Deus representa o melhor exemplo de como Deus opera na história.

Vivendo em Dois Mundos

A teologia da Unificação faz da fé na imortalidade humana uma característica essencial de sua doutrina de criação. Não continuamos simplesmente a existir depois da morte. Desde o início e por toda a nossa vida, vivemos em ambos os mundos.

Diversas Interpretações de Pecado

As diferenças fundamentais entre as doutrinas de pecado podem ser observadas quando olhamos para elas em termos de seus opostos. Se pecado é desobediência às leis divinas, seu oposto é justiça. Se pecado se refere à natureza decaída do homem, isto é oposto com a natureza original do homem e sua natureza redimida. E se pecado significa infidelidade, então seu inverso é fé e lealdade a Deus.

Visões Modernas da Queda

Toda a história de Adão implica uma visão de tempo e espaço que já passou. Portanto, os cristãos devem basear sua doutrina da Queda no Novo Testamento ao invés do Velho Testamento. Se elaboramos uma visão cristocêntrica do pecado original, podemos evitar as dificuldades intelectuais e teológicas conectadas com a visão do mundo mítica do Gênesis.

O Ensinamento do Novo Testamento sobre Pecado

Em Marcos, Mateus, Lucas e Atos, pecado se refere à fonte das más ações ao invés de atos específicos. Os homens são uma ninhada de serpentes venenosas cujos corações estão cheios com o mal (Mateus 12:34). Marcos 7:21 lista doze males (começando com fornicação) que se originam no coração e tornam o homem imundo. Pecado implica o domínio de Satanás sobre o homem.

Agostinho sobre Pecado Original

Agostinho traçou a concupiscência para ambos “a sutileza do Diabo e o consentimento da vontade do homem”. “O enganador de Eva” injetou na mulher a causa da luxúria.” Isto fez dela uma escrava da concupiscência. Como pecadores, Adão e Eva satisfizeram seus impulsos eróticos indecentes.

A Realidade de Satanás

O objetivo de Satanás é separar os homens de Deus. Essa é a função principal do diabo, que ele realiza de duas formas. Primeiro, como acusador do homem, ele nos coloca em desacordo com Deus. Em segundo lugar, ele tenta o homem a agir de tal forma que ele provará que suas acusações são válidas.

Teologia da Unificação sobre a Queda

A teologia da Unificação interpreta a identidade da serpente no Éden à luz da doutrina do Novo Testamento sobre Satanás. Como muitos dos rabinos judeus do primeiro século, os escritores do Novo Testamento traçam a origem do mal até a sedução de Eva pelo arcanjo Lúcifer.

O Retrato da Crença sobre Jesus

É surpreendente ver como os credos ecumênicos dos séculos IV e V influenciaram indiretamente, embora decisivamente no entendimento dos cristãos sobre Jesus e suas perspectivas no Novo Testamento. Ao invés de confiar somente nas Escrituras, os clérigos convencionais as interpretam à luz dos dogmas de Nicéia e Calcedônia.

Resultados dos Estudos Bíblicos Modernos

A interpretação bíblica da vida de Jesus desmoronou assim que os estudiosos do século XIX começaram a examinar historicamente as Escrituras. É incrível como recentemente os cristãos começaram a buscar pelo Jesus histórico. Desde então, teólogos foram forçados a reexaminar seu entendimento sobre o Homem de Nazaré.

O Jesus Histórico

O Novo Testamento fornece praticamente a única informação confiável que temos sobre Jesus, mas ao longo do livro seus materiais têm sido altamente coloridos pelas doutrinas e culto das igrejas posteriores. Mesmo assim, para um crítico bíblico contemporâneo como Gfinther Bornkamm, é ainda possível recuperar “o esboço” da pessoa como também da história de Jesus.

Jesus e o Reino de Deus

A Pregação de Jesus era dominada por sua fé na vinda do Reino de Deus. Ele era principalmente um profeta, proclamando que o Reino de Deus estava chegando (Marcos 1:14,15). Quase todos os estudiosos modernos do Novo Testamento reconhecem este fato. Como Schweitzer declarou, a busca pelo Jesus histórico deve acabar com uma escatologia consistente ou um ceticismo completo.

João Batista

O Velho Testamento registra como Deus nomeou cuidadosamente pessoas especiais para pavimentar o caminho para a vinda do Messias. Patriarcas, juízes, reis e profetas exortaram, guiaram e profetizaram – tudo para este fim. João Batista, o Novo Testamento declara, foi escolhido para ser o último e maior destes precursores messiânicos.

Ministério Público de Jesus

Como foi o ministério galileu de Jesus? Estudiosos modernos discordam bastante sobre este assunto. Liberais como Goguel e Goodspeed afirmam que, a despeito de alguma oposição, Jesus desfrutou de grande popularidade na Galileia por algum tempo. Por causa de sua fama como um maravilhoso curandeiro e mestre inspirador, multidões se reuniam para ouvi-lo. .

Opiniões Atuais sobre a Morte de Jesus

Como estudiosos contemporâneos entendem o significado da morte de Jesus? A opinião de Bultmann é provavelmente a mais radical: Simplesmente não sabemos o que Jesus pensava sobre seu fim. Possivelmente ele se despedaçou completamente, e sua fé declinou. Como Marcos sugere, Jesus chorou em desespero, soltou um gemido alto e entregou o espírito.

O Jesus Ressuscitado

A mensagem e missão de Jesus resultaram na criação da Igreja Cristã a despeito da crucificação. O enigma histórico das forças de origem cristã obriga a olharmos para as afirmações do Novo Testamento da ressurreição de Jesus a partir dos mortos. Porque alguns de seus contemporâneos afirmaram que eles tinham visto Jesus ressuscitado, uma nova religião apareceu em cena.

Visão da Teologia da Unificação

Como o Unificacionista entende a ressurreição de Jesus? Primeiro de tudo, o Princípio Divino  afirma com ênfase a realidade da ressurreição por três razões: Historicamente, Teologicamente e Providencialmente. A ressurreição era necessária a fim de que os discípulos se recuperassem da tragédia desmoralizante da crucifixão. Como o teólogo Alan Richardson disse, a missão de Jesus aparentemente acabou em total fracasso.

A Pessoa e Obra de Jesus

Cristologia trata com o significado da pessoa e da obra de Jesus. Primeiro, explica quem era Jesus. Segundo, relaciona o que ele fez pela humanidade. Interpretações da natureza real e autoridade de Jesus começaram quando ele foi aclamado por Pedro como Messias.

Chamado Messiânico

Quando Jesus de Nazaré foi escolhido por Deus para ser o Messias? Escritores do Novo Testamento respondem essa questão de várias formas. A mais antiga Cristologia é encontrada em Paulo e nos discursos que Lucas insere em Atos. 

Espírito Santo e Trindade

Como um sinal de Deus trabalhando com e através do homem, o Espírito Santo naturalmente é especificamente ativo na comunidade cristã. II Coríntios fala sobre “ministros da nova aliança, não da letra, mas do Espírito” (3:6). 

A Consumação da História

O que queremos dizer com apocalíptico? Ele vem a partir de uma palavra grega que significa simplesmente “revelação.” Assim, o último livro no Novo Testamento é chamado de Livro de Revelação ou Apocalipse.

Teologia Apocalíptica e Moderna

Sendo que Jesus pregava as boas novas do reino que estava próximo, qual significado sua mensagem tem hoje? Vamos examinar brevemente cinco visões contrastantes do apocalipticismo de Jesus.

Uma Teologia da História

Concordando com a herança judaico-cristã, a teologia da Unificação afirma que a história se move na direção de um objetivo positivo. De acordo com a Bíblia, Deus criou Adão e Eva para serem os Verdadeiros Pais da humanidade.